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Os incluídos digitais

Segundo a Wikipedia, inclusão digital é o nome dado ao processo de democratização do acesso às tecnologias da Informação, de forma a permitir a inserção de todos na sociedade da informação. Sempre acreditei que, neste século XXI, pela total relevância e poder global que alcançou a internet, o indivíduo que não tiver as condições e as competências necessárias para acessá-la, passa a ser, automaticamente, um cidadão de segunda classe e um excluído. Por conseguinte, fornecer os meios e dispositivos para acessá-la passa a ter um caráter de urgência.

Anos atrás, conheci um movimento embrionário, nascido no Brasil, que lutava contra este apartheid digital, o CDI (Comitê para a Democratização da Informática). Um trabalho exemplar, que ganhou o mundo e hoje está presente em 15 países e já impactou mais de 1,6 milhão de vidas. Outro exemplo brasileiro é o da Positivo Informática, há dez anos líder na venda de computadores no País, que mirou no tema da inclusão digital para oferecer à classe média e aos novos entrantes, pertencentes às classes C e D, o que há de melhor em tecnologia a preços acessíveis. A empresa agora se prepara para este novo cenário no qual a mobilidade é que dá as cartas. Conversei sobre o tema com Hélio Bruck Rotenberg, presidente da Positivo:

 

A redução da pobreza fez da classe C a maior do País, e esta “nova” classe média está ávida por consumo mais qualificado. Quando se deu o “click” da Positivo em focar este segmento?

Trabalhamos para desenvolver produtos inovadores, que combinem tecnologias mais recentes a preços acessíveis. O foco na classe média veio em 2004, quando ingressamos no varejo. O consumidor final se identifica com o valor agregado aos produtos e com nossos preços competitivos. Foi neste período que o processo de inclusão digital ganhou força no País e o varejo passou a acreditar no potencial de vendas de PCs, oferecendo crédito para aquisição parcelada. Nossa proposta, desde então, é ser a melhor opção para o consumidor da classe média. Acompanhamos o que está acontecendo em tecnologia no mundo e pesquisamos o que o brasileiro deseja para criar soluções inovadoras e com preços compatíveis com a realidade do nosso público. O apetite da classe média colaborou para a nossa boa posição no mercado de computadores.

 

Segundo o IDC, as vendas de smartphones cresceram 55% no Brasil, em 2014. A atual campanha da Positivo com o MC Guimê, o maior nome do funk ostentação do momento, focada no modelo Octa X800, faz parte da estratégia de apostar no segmento que apresenta o maior crescimento no Brasil?

Quando ingressamos no mercado de smartphones, afirmei que chegamos para ficar. Enfrentamos uma competição bastante acirrada, porém, a nosso favor, contamos com uma marca amplamente conhecida em computadores. Queremos alcançar o mesmo patamar no mercado de smartphones. Ocupamos uma fatia pequena ainda, mas apostamos em toda a nossa linha e, principalmente, no Octa X800, primeiro aparelho feito no País com processador de oito núcleos, o que garante mais velocidade nas atividades e entrega rapidez, qualidade de imagem e durabilidade a um preço acessível. Com a campanha com o MC Guimê, buscamos mostrar ao consumidor que ele pode ter acesso ao que é realmente bom com o Octa. Daí a relação com o funk ostentação, que tem mobilizado uma parcela importante da população, especialmente o público jovem, em torno de conquistas como esta. Guimê valoriza a sua origem, assim como a Positivo, além de ser uma figura atual, acessível e influenciadora. O consumidor brasileiro pode, sim, ter um bom celular, com todos os recursos de topo de linha, sem precisar gastar muito.


 
Alberto Meneghetti
Colunista
alberto@e21.com.br
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