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Um festival que não para

Por Andressa Martins 

 

Ao chegamos a mais uma edição do Festival Mundial de Publicidade de Gramado, é impossível não traçar uma linha do tempo relacionada a este grande evento, o maior da América Latina no segmento. O Festival nasceu para ser um seminário, ganhou corpo, passou a latino-americano para, em pouco tempo, conquistar selo mundial.

Do relacionamento da diretoria da ALAP com outras entidades coirmãs nasceu a ideia de fazer o Festival romper fronteiras. No evento de 2003, essa expectativa ganhou corpo com a visita e palestra do dirigente da Associação Francesa de Propaganda. Ele encarou o desafio, nos deu seu apoio e, em 2004, Paris foi palco da primeira edição extra do Festival, fora do Brasil. De lá para cá, o evento continua sendo realizado em anos ímpares na serra gaúcha e, em anos pares, no exterior. Chegou à Itália, ao México, ao Japão, à Colômbia, aos Estados Unidos e ao Uruguai.

Aliás, foi a partir da edição Extra de Nova York, quando nos inserimos na Semana da Propaganda de NY, que o Festival ganhou maior reconhecimento e se consagrou no cenário internacional. O resultado? De lá para cá, anualmente, estamos presentes neste grande evento da propaganda mundial em solo americano, referendando nossos trabalhos e profissionais. Estamos sempre extraindo de eventos internacionais como estes referências para o nosso Festival. Desde palestrante até novos modelos de negócios. 

Mas não fica nisso. Entre os eventos paralelos que integram o Mundial de Propaganda de Gramado, outra iniciativa cresce a cada ano. É o Prêmio Universitário, instituído há poucos anos e que, também, passou de um evento local a latino-americano na edição anterior e, nesta edição de 2015, conquista representatividade como evento internacional.

Promover a criatividade de estudantes, suas produções direcionadas a peças publicitárias e mídia eletrônica são um incentivo à continuidade de suas carreiras, onde o reconhecimento ganha forma, motivando suas expectativas profissionais em uma disputa saudável. Com um tema único, centrado em questões sociais e humanitárias, o Prêmio Universitário é outro motivo de satisfação com o Festival, ao longo dos anos.

O mercado de comunicação, em constante mutação, mais ainda neste momento em que vivenciamos a convergência das mídias para o digital, impõe debates, a busca de novos caminhos para fidelizar o público e, principalmente, os jovens que vislumbram seguir neste meio.

O desafio é grande, mas não inibidor. Assim como foi desafiador chegar com o Festival a outros mercados, ampliar a visibilidade da propaganda gaúcha, nacional e latino-americana, gerar expectativas e retorno para os jovens que ingressam neste mercado de trabalho, acredito que ideias não faltem para ampliarmos, ainda mais, os desdobramentos e a repercussão do Festival de Gramado. Oportunidades que podem fazer grande diferença no futuro breve, do evento e de seus participantes. Que possamos ainda ter muito a compartilhar, realizar e produzir em nossa terra e além-fronteiras.

 

Diretora de Relações Internacionais da Alap


 
Julio Ribeiro
Jornalista
julioribeiro@terra.com.br
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