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Roberto Duailibi

“A comunicação tem a missão de abrir a mente das pessoas”

 

Um dos maiores nomes da propaganda brasileira, Roberto Duailibi, nascido em Campo Grande (MS) em 8 de outubro de 1935, trabalhou em várias agências até se unir a José Zaragoza e Francesc Petit e se tornar o D da DPZ. A empresa foi comprada pelo Grupo Publicis em 2011 e acaba de se fundir com a Taperka, dando origem à DPZ&T, da qual ele segue como conselheiro. Prestes a completar 80 anos, 60 dos quais dedicados ao setor, Duailibi preside o Festival Mundial de Publicidade, que se realiza em Gramado de 10 a 12 de junho. Nesta entrevista à Press, ele examina o cenário mundial da comunicação, afirma que sempre viu seu ofício como uma missão e revela seu entusiasmo pelo convívio com as novas gerações de publicitários.

 

O que mudou na DPZ em 2011, quando foi comprada pela Publicis, e o que muda agora, com a Taperka?

Nada mudou porque eles não interferem muito na parte criativa e de planejamento. Evidentemente, eles têm regras duras na parte administrativa, mas nós também sempre tivemos, de modo que houve uma compatibilidade muito grande do sistema deles com o nosso. Continuamos com nossa filosofia, nossos quatro compromissos: com a verdade, com a originalidade, com o bom gosto e com a moral nos negócios. Nesta confusão em que se encontra a propaganda hoje com a história da Operação Lava Jato, nós, felizmente, não temos qualquer envolvimento porque nunca sequer se atreveram a nos propor alguma coisa. Agora, sim, fizemos a fusão ontem (20 de maio) com a Taperka e isso vai significar uma transformação profunda, a começar pela mudança do endereço. O CEO passa a ser o Eduardo Simon, e, o COO, o Tonico Pereira. As turmas de criação de ambas continuam até que sejam integrados completamente os clientes de uma e de outra na nova agência, que é a DPZ&T.

 

Há muita colisão de clientes?

A Taperka tem as contas dela, McDonald’s, Natura e etc, e nós temos as nossas, Itaú, Vivo e etc, é mais do que evidente que as equipes de criação continuam trabalhando com estas contas na nova agência.

 

Na aquisição pela Publicis, o D, o P e o Z ficaram com 10% cada um. E agora, qual a configuração societária?

A fusão cria uma empresa nova. E nós já vendemos 100% de nossa participação.

 

E a função de cada um de vocês?

O controle hoje é totalmente do grupo Publicis. Pediram-me para ficar como conselheiro, com uma série de atribuições, e eu aceitei em nome da continuidade da operação, do contato com os clientes, da representatividade da nova empresa, assim como o Dorian Taperka também aceitou. A gente continua trabalhando.

Entrevista na íntegra na revista Press Advertising


 
Julio Ribeiro
Jornalista
julioribeiro@terra.com.br
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