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Flávia Moraes

“A mídia por muito tempo só falou, agora precisa ouvir”

 

Flávia Moraes tornou-se conhecida como diretoria de comerciais e preparava seu primeiro longa-metragem, em Los Angeles, quando se reinventou ao assumir o cargo de diretora de inovação e linguagem do Grupo RBS. Flávia chegou com a missão de ajudar a empresa a detectar tendências, prospectar oportunidade e encontrar o caminho do crescimento em um mundo totalmente novo, de mudança de paradigmas e de desafios nunca antes postos a grupos de comunicação. O trabalho começou com a realização de uma extensa investigação em forma de documentário. A partir de outubro, o resultado chegará ao público com o lançamento de um novo produto, cujo nome provisório é Octo. Nesta entrevista à Press, Flávia examina o novo mercado da comunicação e fala sobre as direções que a setor deverá tomar nos próximos anos.

 

O que vem de novo por aí na RBS?

A mídia tradicional e o mercado de comunicação estão passando por um momento único, que eu considero espetacular, de quebra de paradigmas, busca de novos caminhos, novas oportunidades, novas formas de operação. Depois de quase 30 anos trabalhando no mercado publicitário, eu estava praticamente de mala e cuia na Califórnia, um ano e meio atrás, preparando meu longa, quanto recebi o convite do Duda Melzer, no momento em que ele assumia a presidência da RBS, para ajudá-lo em uma tarefa absolutamente incrível que é entender tendências, caminhos, oportunidades, e o que é e o que deverá vir a ser uma grande empresa de mídia em um mercado que precisa se reinventar. A primeira coisa que eu fiz foi propor uma investigação sobre tendências de comunicação no Brasil e no mundo, partindo da premissa básica de que as grandes empresas de mídia no Brasil há muito tempo somente emitem, falam, e há pouco tempo a gente começou a entender que a comunicação efetivamente passa por um falar e ouvir, e precisávamos ouvir o mercado.

 

Foi um trabalho bastante amplo...

Fizemos um trabalho extenso, ouvindo publicitários no Rio Grande do Sul inteiro, depois Santa Catarina, depois fizemos Rio, São Paulo, formadores de opinião, universitários, artistas, jornalistas, publicitários e terminamos dentro da academia, e depois Estados Unidos, fazendo Califórnia, São Francisco, Los Angeles, Boston, Nova York. O trabalho começou não como pesquisa, porque eu não tenho formação de pesquisadora, mas como uma investigação em forma de documentário e acabou em uma plataforma de conteúdos muito maior, mais ampla e mais extensa do que imaginávamos.

 

Você se refere ao The Communication Revolution.

Sim, este estudo que foi lançado no final do ano passado e continua sendo alimentado, continuamos trabalhando nele, que já está disponibilizado em quase sua totalidade na rede. Esse estudo, que era para ser interno, corporativo, para guiar um pouco um trabalho de inovação dentro da RBS, acabou tomando uma característica muito mais ampla e tocamos um veio d’água, parece que toquei uma mina de petróleo mesmo, e ele se transformou em um estudo de comportamento, quase um documento do momento que vivemos. Abrimos uma plataforma, pois a RBS entendeu que era um estudo que precisava ser disponibilizado para o mercado. Agora estamos revendo uma série de sistemas dentro da RBS, que é uma empresa enorme, com milhares de pessoas, uma operação incrível. O Duda é um cara que tem um olhar muito empreendedor, muito aberto, é um cara de mundo, com uma visão muito cosmopolita, e obviamente enxerga outras oportunidades e outros caminhos para o grupo. Estamos tentando, de alguma maneira, trazer isso nos produtos e nos processos, a partir desse estudo, inclusive.

 

Entrevista na íntegra na revista Press Advertising.


 
Eliziário Goulart Rocha
Editor
eliziario.goulart@gmail.com
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