Por Julio Ribeiro e Marco Antonio Schuster
Sócio da Morya Porto Alegre junto com a esposa Lara Piccoli, presidente da ARP (tomou posse em 15 de maio), marqueteiro político. Fábio Bernardi falou com Advertising num final de tarde sobre os planos da entidade, da agência que comanda desde o início do ano, de política e do Internacional. Aos 40 anos, propõe-se alguns desafios, como mudar o Salão da Propaganda, quebrar o estigma das agências externas com a conta do supermercado BIG, e transformar a indústria da propaganda numa “indústria de marcas”.
A gente diz parabéns ou bem-feito para quem assumiu a presidência da ARP?
Parabéns e bem-feito (risos). Não, eu acho que ser presidente da ARP é uma honra, um orgulho e uma responsabilidade. Pelo menos para mim é uma prova de reconhecimento do mercado a um profissional que tem 20 anos de trajetória, e ao mesmo tempo a responsabilidade de conduzir uma associação que vem evoluindo, se profissionalizando e que tem condições agora de dar um salto.
A ARP já foi mais cobiçada, houve época que havia três chapas concorrendo. Mas nos últimos anos pouca gente quer assumir a presidência.
Vou dar uma opinião muito particular. Eu acho que agora está mais difícil. O orçamento da Semana ARP de Comunicação, que muitas vezes não aparece tanta gente prestigiando, que no ano passado trouxe o vice-presidente de criatividade da Coca-Cola, por exemplo, que fez aqui mesma palestra que ele fez em Cannes. Essa Semana custa R$ 1 milhão. Então, o presidente da ARP nasce, todo ano, tendo que captar dinheiro para fazer uma semana daquela intensidade, um jantar daquele tamanho, a premiação do Salão e acaba, terminando o ano, depois de fazer grandes eventos, grandes conquistas financeiras, sendo criticado porque demorou a comida no Jantar, cerveja não estava gelada. Aumentou a cobrança do mercado nos últimos anos porque a ARP tornou-se cada vez mais atuante. E acho que por causa disso o tempo que o presidente precisa dedicar para a entidade também aumentou.
Pois é, mas tu estás com um empreendimento novo na tua vida profissional e ao mesmo tempo na ARP. Vais ter pernas para tudo isso?
Não passava pela minha cabeça ser presidente da ARP. Eu perguntei, antes de mais nada, para os sócios da Morya e para o grupo ABC se eu podia e deveria fazer esse movimento. Mas a Morya é muito associativa, participa muito ativamente da Fenapro, da Abap, e viu esse movimento com bons olhos. Eu sou daqueles que acredita que quanto mais coisas a gente faz na vida mais tempo tem. Tempo a gente arranja na medida em que se dedica para as coisas. Também por isso eu resolvi abraçar.
Entrevista na íntegra na revista Press Advertising.
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