Por: Flávio Ilha, José Luiz Prévidi, Julio Ribeiro, Luiz Carlos Reche e Marco Antonio Schuster
Fotos: Palácio Piratini
Uma entrevista especial com convidados especiais. Governador Tarso Genro e os jornalistas José Luiz Prévidi (previdi.com.br), Luiz Carlos Reche,da Guaíba, Flávio Ilha,do jornal Metro, e Diogo Olivier, de Zero Hora, impedido de comparecer por uma emergência familiar.
Tarso Fernando Herz Genro nasceu em São Borja (6 de março de 1947), criou-se em Santa Maria, casou-se com Sandra Krebs, com que vive e teve as filhas Luciana e Vanessa. É advogado, mas antes fez curso de técnicas agrícolas.
Cedo começou a frequentar as reuniões politicas do pai Adelmo Genro, que além de professor era filiado ao PTB (foi vereador e vice-prefeito). A mãe,Elly, tem 91 anos.
Foi vereador em Santa Maria em 1968, mas pouco depois precisou exilar-se por sua militância comunista, então proibida no Brasil. Seguiu nela quando retornou ao país. Foi deputado federal constituinte, vice-prefeito de Porto Alegre (1989- 1992), prefeito da cidade duas vezes e ministro (Educação, Justiça) nos dois governos Lula.
Elegeu-se governador em primeiro turno, em 2010.
Governador: Prefeito, Ministro da Educação, Ministro da Justiça, nem vou falar de vereador em Santa Maria. Qual é o desafio mais entrincheirado desses aí?
Ministro da Justiça, sem a menor sombra de dúvida. Quando se valoriza o Ministério da Justiça como o presidente Lula valorizou, não há nenhuma questão importante que não comece ou não termine no Ministério da Justiça. Sejam questões de ordem econômica, como o combate aos cartéis, seja o combate à corrupção, que se relaciona com o próprio parlamento e os tribunais, seja por meio de inovações como o presidente fez, de fazer do Ministério da Justiça uma usina geradora de um projeto novo de segurança pública para o País.
Fale um pouco sobre a sua infância em São Borja e Santa Maria.
A minha família era de classe média média. Meu pai era professor, minha mãe dona de casa. Mas ela sempre foi uma pessoa muito intelectualizada, lia muito. Eu li Guerra e Paz porque a minha mãe me orientou. O meu pai era um político trabalhista do velho janguismo e getulismo, depois foi para o Partido Socialista, e toda minha infância foi muito permeada por essa relação. De resto foi uma infância normal. Desde de roubar frutas dos vizinhos, fui lobinho, fui jogador de basquete, fui mal na escola, fui suspenso pelo meu pai como diretor, lá no Maneco (Colégio Estadual Manoel Ribas), em Santa Maria. Uma infância bem normal numa família grande, éramos seis, depois perdemos o Adelmo (jornalista Adelmo Genro Filho). Isso foi muito marcante na minha experiência, essa relação familiar e os valores que a família transmite. Tanto que eu digo sempre que nas questões relacionadas com a segurança pública, sem as grandes políticas as coisas não se resolverão, mas, por exemplo, a droga e o crack não poderão ser combatidos com eficácia se não começarmos dentro da família, que é o núcleo onde a pessoa forma seus valores.
O senhor foi jogar basquete porque era ruim com a bola nos pés?
Eu era ponta-direita do time da faculdade. Tenho até foto para comprovar isso. (risos) Foi o único período em que eu joguei na direita. Mas eu gostava muito de basquete,e o caldo de cultura esportiva de Santa Maria era basquete. Tanto é que o Corínthians foi campeão estadual juvenil, infantil e tricampeão do estado dos adultos. Eu fui vice-campeão juvenil e campeão infantil de basquete.
Entrevista na íntegra na revista Press Advertising.
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