Sentados nos degraus da escada, estudantes conversam enquanto esperam colegas preencherem o livro de entrada do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, na rua dos Andradas, 959, esquina com rua Caldas Júnior. A diretora administrativa Maria Ester Saldanha acha ótimo: “Museu tem que ser assim, com muita gente, principalmente jovens”. Ela está ali desde 2003 e esteve antes, entre 1982 e 1992. Os tempos mudaram, eram 54 funcionários no final do século 20, são 11 hoje. “Somos poucos, mas no final do ano virão mais”, confia. O Museu da Comunicação completou 36 anos em setembro, sem lamentações e projetando um ótimo futuro. Para quem imagina que ali mofam e se deterioram 3 mil títulos diferentes de jornais, não sabe a metade da história. Ali também estão 5 mil fotos digitalizadas, 450 mil negativos vindos do Palácio Piratini ao final de cada governo, desde 1947 (agora já vêm imagens em CD), 650 fitas de vídeo, sala de cinema, rádios, máquinas fotográficas.
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