Página Inicial » Revista » Edição 127 » Vida de Criativo
Cláudia Tajes

Uma saga que quase começou na geologia

Para começar, uma advertência: por muitos dos critérios da propaganda de hoje, e para muitas das pessoas que aplicam esses critérios por aí, eu não sou, exatamente, uma criativa. Mas como o editor da revista não concordou com esse argumento, aí vai, em um máximo de 9 mil caracteres, a minha vida.

Fui parar na propaganda depois de desistir da Geologia, que não sei até hoje por que escolhi, e do Jornalismo, que era do que eu gostava. Mas já no início do curso achei que estava mais para a ficção da publicidade que para a vida como ela é dos jornais. Em 1985, fui fazer estágio na MPM, a maior agência do país na época, com o Hiran Goidanich, o Goida – que terminaria trocando a propaganda pela crítica de cinema. Aconteceu que a disparidade entre o que se ensinava na faculdade e o que se aprendia na prática da agência era tão grande que abandonei a UFRGS. Hoje acho que mais conhecimento teórico teria sido muito importante na minha carreira. Mesmo que fosse para impressionar nas reuniões.
Depois disso, passei a enfileirar Robertos: primeiro o Pintaúde, na Nova Forma, depois o Miguens, na McCann, então o Callage, na DCS, e ainda o Lautert, na Paim. Só o Philomena escapou da minha fixação por Diretores de Criação chamados Roberto. E antes de voltar para o Callage em definitivo (ao menos até o fechamento desta edição), ainda deu tempo de passar pelo Telmo Ramos.

Eu era uma desgraça, no meu início. Levava dias para fazer qualquer coisa que me caísse na mão, sempre o que de mais sem graça houvesse na pauta: folheto, volante, bula, rótulo, relatório. Sorte que o chatíssimo e-mail marketing ainda demoraria muito para ser inventado, ou certamente iria parar na minha mesa. Lembro de estar fazendo a embalagem de um mel de abelhas diferenciadas (ah, a propaganda...) há mais de uma semana quando alguém disse que jamais poderia me passar um anúncio, de tanto que eu demorava. De alguma forma, essa ameaça mudou a minha vida, a ponto de alguns dos meus muitos chefes passarem a reclamar da minha rapidez. E hoje eu uso esse mesmo golpe baixo com os meus assistentes.

Matéria na íntegra na revista Press Advertising


 
Julio Ribeiro
Jornalista
julioribeiro@terra.com.br
|ANTERIORES
Cláudia Tajes
Marciano Fuchs
Carlos Thunm
Sepé Tiaraju de los Santos
|TODOS PUBLICADOS
|LEIA TAMBÉM
Entrevista:
Arthur Bender
Vida de Criativo:
Cláudia Tajes
Vida de Repórter:
Paulo McCoy Lava

 


REVISTA PRESS ADVERTISING
EXPEDIENTE | ANUNCIE | FALE CONOSCO