Se pesquisa de audiência fosse a Bíblia, a Band já teria fechado
Renato Martins, 42 anos, 25 de profissão, formado em jornalismo pela Famecos PUC em 1988, é diretor de jornalismo do Grupo Bandeirantes de Comunicação desde 2007, respondendo pela Band TV, BandNews FM 99,3 e Band AM 640. Passou pela RBS, Grupo Eldorado (SC), TVE e está há nove anos na Band.
O que a Band considera mais importante: ser líder de audiência ou ser ouvida por pessoas influentes na sociedade? Sem nenhuma dúvida, a segunda opção. A pesquisa de audiência no Rio Grande do Sul é uma ferramenta a mais, adotada pelo mercado, mas se ela fosse a Bíblia, a Band já teria fechado. O maior tesouro das nossas emissoras é a repercussão. As pessoas certas são atingidas pelos nossos produtos, ouvem nossos formadores de opinião e reproduzem em efeito cascata a marca de um jornalismo sério e qualificado. E temos prova disso todos os dias. Seja elogio ou crítica, ele chega rapidinho nos segmentos da sociedade que interessam. E não tem número de pesquisa que mostre isso.
Tu achas que a Band AM pode conquistar guaibeiros insatisfeitos com as mudanças na rádio Guaíba? Há muito tempo que este tipo de ouvinte procura a Band, mesmo antes das mudanças. Com a popularização da Guaíba, obviamente quem quer jornalismo qualificado vai procurar a Gaúcha ou a Band. Mas há uma grande infidelidade no rádio, as pessoas insatisfeitas procuram outras emissoras, saem do AM e do FM, vão e voltam. Neste sentido é que apostamos muito no dinamismo da BandNews FM, uma rádio preparada para lidar com essa infidelidade. Ela permite que você ouça um pouco, saia, escute uma música e volte. Todo mundo já sabe que de 20 em 20 minutos tem um giro de notícias. Tem o Boechat, o Simão, o Felipe e o Diego depois do Milton Neves. Mas ninguém consegue segurar o ouvinte todo o tempo. É natural, nos dias de hoje, com tantos atrativos e formas de informação.
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