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Eliana Azeredo

Nosso diferencial são cenários bonitos e criativos



Eliana Azeredo concluiu que uma parada de ônibus era uma excelente parábola para mostrar ao público o que era o trabalho da sua Capacità Eventos. Não era uma parada qualquer, mas a que o artista plástico André Venzon idealizou para colocar na Av. Goethe, quase esquina com 24 de Outubro, durante a Semana ARP de Comunicação (9 a 14 de novembro). Nela, os candidatos a passageiros ficavam protegidos do sol, chuva e vento. Eliana viu o projeto e gostou: “Da mesma forma que a parada protege um conteúdo frágil, o ser humano, nós também defendemos as pessoas, suas empresas, instituições e ações”

Ela começou nessa atividade em 1985 e fundou a Capacità Eventos dia 31 de outubro de 1995. Logo conquistou grandes clientes, como Instituto de Estudos Empresariais, para quem fez o Fórum da Liberdade, Associação Gaúcha de Supermercados e em 2004 ganhou o Prêmio Top de Marketing da ADVB-RS com o case "Capacità Eventos Brasil", pelo trabalho feito nas principais capitais brasileiras. No ano seguinte, foi uma das finalistas do Prêmio Talentos Empreendedores promovido pelo Sebrae-RS.
Entre os clientes nacionais estão Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Ampex-Brasil), para quem realizou a versão do Fórum Econômico Mundial no Rio de Janeiro em abril, Convenção Brasileira de Supermercados e Presidência da República. (Este ano, foram quatro com a presença de Lula.)
A Capacità tem 22 profissionais, e vai terminar o ano totalizando 150 eventos, média de um a cada 2,4 dias.

Eliane se formou em Direito pela PUCRS, é Pós-Graduada em Marketing de Serviços pela ESPM-RS e especialista em marketing de luxo.

Ser uma profissional reconhecida facilitou a estreia como empresária de eventos?
Na realidade, antes de ser uma empresária de eventos, eu não tive uma outra atuação tão destacada no mercado. Só me tornei uma profissional reconhecida trabalhando com eventos, devo tudo a esta área fantástica de trabalho.

Havia, ou ainda há, um pensamento preconceituoso com empresas que organizam eventos? Um raciocínio tipo “temos funcionários capazes de organizar isso sem precisarmos gastar dinheiro com gente de fora”?
Nossa, esse pensamento era muito forte, mas faz tempo. Não só a área de eventos, mas, em especial, com as mulheres. Há 20 anos, quando comecei, teve um cliente que não queria ser atendido por mim e sim pelos meus ex-sócios. Foi uma batalha ele entender que eu daria conta do recado. Também, no início, os empresários acreditavam que ter empresa de eventos era apenas para atender no dia da ação. Outro raciocínio era o de que o cotidiano, o operacional deveria ser feito pela equipe de RH e treinamento, porém isso mudou muito. Hoje, não interessa o tamanho do evento, pois, se for importante para a empresa ou entidade, o empresário contrata, a área está muito profissionalizada.

Por que é sempre preciso inventar uma novidade? A concorrência copia e faz mais barato?
Primeiro, porque o cliente, atualmente, conhece o que é um evento bem feito, ele participa de muitos e não aceita qualquer formato. Imagina fazer um evento há 14 anos, casos como da Agas e do Fórum da Liberdade. Se não tivermos uma novidade a cada ano, o cliente nos manda embora rapidinho.

Matéria na íntegra na revista Press & Advertising


 
Julio Ribeiro
Jornalista
julioribeiro@terra.com.br
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Entrevista:
Pedro Bertelle
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