O que se prenunciava como um ano difícil e complicadíssimo para nosso mercado realmente se confirmou. Budgets reduzidos, retração forte da economia, audiências fragmentadas, anunciantes apertando suas agências de tudo que é jeito, pé no freio geral. Para quem sobreviveu, porém, o ano se revelou interessante e instigador porque as agências foram obrigadas a se reinventarem e a cumprirem seu papel de aconselhadoras estratégicas para seus clientes, o que nunca deveria ter sido esquecido e relegado a um segundo plano, na verdade. Pensar em alternativas de multicomunicação que façam sentido para a divulgação do negócio dos seus clientes passou a ser um mantra entoado pelas agências mais antenadas do mercado. Ou seja, mesmo sabendo que a publicidade continuará a ser o maior catalisador do consumo existente, pensar e agir “fora da casinha” , procurando também ser criativo nas ações “ below the line”, que fogem das mídias tradicionais e de massa, passou a ser uma busca constante dos núcleos criativos de nossas agências. Mais do que nunca, trilhar caminhos diferentes na comunicação de produtos e empresas passou a ser valorizado pelos anunciantes.
O guru do marketing Michael Porter, na sua excelente participação no último ExpoManagement, deixou isto claro ao afirmar que a crise estimulou uma atividade tremenda dentro das empresas, no sentido de fazerem mudanças rápidas e notáveis no jeito de fazer negócios.
Outra coisa que me chamou a atenção em 2009 é o fato de que mais brasileiros estão acessando a internet e utilizando telefones celulares, de acordo com dados divulgados dias atrás pelo IBGE. O número de brasileiros com dez anos ou mais que acessaram a internet pelo menos uma vez cresceu 75,3% entre 2005 e 2008, fazendo com que mais de um terço da população nesta idade (34,8%) tenha acessado a rede ao menos uma vez até o ano passado.
A pesquisa do IBGE ainda aponta que mais da metade (53,8%) dos brasileiros com dez anos ou mais tem telefones celulares para uso pessoal, em um aumento de 54,9% em relação a 2008.
Matéria na íntegra na revista Press & Advertising |